Análise do Santander prevê 2,5 milhões de desempregados a mais no país

De acordo com a análise do Santander o PIB deve recuar 2,2%, antes com a análise de alta de 1%.


Mesmo com as medidas do governo, há um risco de desemprego ainda maior caso a pandemia não evolua de acordo com as previsões (diminuição de casos no final de Abril e consequentemente o afrouxamento das medidas de isolamento). Caso os problemas com o Covid-19 continuem até Junho, o PIB pode despencar 6%.

Ainda de acordo com as análises, é esperado, como cenário base, que haja uma recuperação gradual da economia, chegando em níveis pré-crise apenas no fim de 2021. Ana Paula Vescovi, a economista-chefe do banco Santander e responsável pelas análises, afirma:

"Vamos sair com a economia machucada desse processo inevitável para salvar o maior número de vidas"  e continua;

"É importante que o Brasil consiga manter os fundamentos de longo prazo para que se recupere depois de passada essa crise." 

Com a expectativa de inicio de recuperação apenas no terceiro trimestre de 2020, a taxa de desemprego deve ficar 12,3% maior do que a prevista em 2019, vale ressaltar que no último levantamento em janeiro o país já tinha 11,9 milhões de pessoas desempregadas.