Moro diz que "a verdade foi dita" com liberação do vídeo de reunião ministerial

No Twitter, Sérgio Moro diz que "a verdade foi dita" e que "cada um pode fazer a sua avaliação".

As expectativas sobre a liberação do vídeo da reunião ministerial eram altas. Após a liberação do vídeo na tarde de 22 de maio pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a pergunta que ficou foi: o que vem a seguir? Um dos trechos em destaque, que Moro usou para acusar Bolsonaro de tentar interferir na Polícia Federal foi:

"Tentei trocar gente da segurança nossa no Rio e não consegui", e afirma "Isso acabou. Eu não vou f... minha família toda de sacanagem, ou amigo meu, porque eu não posso trocar alguém da segurança na ponta da linha que pertence à estrutura"

Segue abaixo a post:


Quais devem ser os passos do inquérito?

  1. O inquérito é aberto, começa a produção de provas, coleta de documentos, quebra de sigilos, oitivas de testemunhas, perícias e todas as medidas que sejam necessárias para esclarecer o caso.
  2. As diligências são feitas pela PF (Polícia Federal) sob supervisão da PGR (Procuradoria Geral da República). O delegado da PF responsável pelo comando das diligências deverá produzir um relatório com as provas e evidências coletadas.
  3. A partir do pedido da PGR, Celso de Mello determinou que, em 60 dias, os policiais colhessem o depoimento de Sergio Moro e que o ex-ministro apresentasse os documentos que possui.
  4. A partir do relatório da PF, a PGR decidirá se denuncia ou não o presidente por algum crime.
  5. No pedido de abertura de inquérito, a PGR indicou a possível existência de crimes como falsidade ideológica (Sergio Moro negou ter assinado a exoneração do ex-diretor Maurício Valeixo pulicada no Diário Oficial); coação no curso do processo (suposta ameaça para interferir em processo em interesse próprio); advocacia administrativa (patrocinar interesse privado diante da administração pública); prevaricação (faltar ao cumprimento do dever por interesse ou má-fé); obstrução de Justiça (tentar impedir investigação); e corrupção passiva privilegiada (ceder à influência agente público ferindo seu dever).
  6. Se a PGR apresentar denúncia, a Câmara dos Deputados precisa autorizar o avanço das acusações.
  7. Se a Câmara der o aval, o STF decide se recebe ou não a denúncia.
  8. Se a denúncia for aceita pelo STF, o presidente é afastado por 180 dias, se torna réu e passa a responder pelos crimes em um processo criminal.
  9. Caso a Câmara dos Deputados não dê o aval, a denúncia fica suspensa até o final do mandato do presidente, assim como ocorreu no mandato do ex-presidente Michel Temer e as denúncias apresentadas pelo ex-procurador Rodrigo Janot.
  10. Se comprovado que o ex-ministro Sergio Moro mentiu em suas declarações, ele pode vir a responder por denunciação caluniosa e crime contra a honra. No caso de Moro, o processo deve correr na primeira instância, já que ele perdeu o foro privilegiado.

Sobre o Autor:
SEU_NOME Jovem escritor, apaixonado por leitura. "Se um assunto é de meu interesse, pode apostar que vou até o fim para descobrir mais sobre ele." Prazer, Wesder Siqueira.