Trump rejeita quebra de patentes de vacinas proposta pelo Brasil

A  resolução negociada diretamente por Maria Nazareth Farani Azevedo, embaixadora do Brasil na OMS foi criticada pelo presidente norte-americano.

Os EUA, que tem dado indícios de estar mais próximo de conseguir criar uma vacina para prevenção do coronavírus, emitiu uma nota rejeitando os trechos que falavam sobre a quebra de patentes de vacinas e medicamentos relacionados ao tratamento do Covid-19. A votação da resolução aconteceu nesta terça-feira (19/05/2020) e teve aprovação de 194 países. Os Eua, mesmo não aprovando a resolução, não bloquearam a mesma.


Trump na segunda-feira 18/05/2020 ameaçou sair da OMS em 30 dias caso a organização não se comprometa com melhorias significativas. Junto com o Japão e a Suíça, países com industrias farmacêuticas fortes, os Estados Unidos defende que o acesso as vacinas deve ser de forma voluntária, através de doações e parcerias. Trump demonstrou seu desejo que os governos se "engajem com inovadores para encontrar soluções mutuamente aceitáveis que alcancem maior acesso a produtos de saúde Covid-19 acessíveis, seguros, eficazes e de alta qualidade".

O que pode acontecer com o Brasil?

Países mais pobres, como o Brasil, temem não conseguir acesso as vacinas e medicamentos para prevenção e combate ao coronavírus. Cientistas nacionais como Flávio Fonseca, professor do Departamento de Microbiologia do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da UFMG e coordenador do CTVacinas, já falaram sobre a necessidade de produzir uma vacina em território Brasileiro. China e França estão ao lado das nações emergentes, defendendo que qualquer vacina ou medicamento no combate ao covid-19 deve ser considerado um bem público.


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SEU_NOME Jovem escritor, apaixonado por leitura. "Se um assunto é de meu interesse, pode apostar que vou até o fim para descobrir mais sobre ele." Prazer, Wesder Siqueira.